16/03/2004 00:05
Aracnofobia!
O post de hoje deveria ser ilustrado por uma foto de uma aranha, porém, como sabem eu sou aracnofóbica e não consegui sequer abrir o banco de imagens do google.com para pegar a foto, a primeira q abriu eu já fechei a página...mas, enfim...
Cemitérios, cemitérios, como são maravilhosos, mal cuidados ou bem cuidados, delicados ou rústicos, eles me encantam e boa companhia melhora 10 vezes o passeio!
Melhor agora!
Confesso! Meus posts anteriores estavam muito confusos, uma bela repecurssão entre meus amigos-leitores! Desculpem, mas meu blog mostra exatamente(porém, com alguma subjetividade) o que se passa em minha cabeça!! O texto foi confuso e essa era minha intensão, pois minha cabeça tbm o estava!
Agora pretendo ser mais clara e com palavras de mais bom humor, a vida tem sido bem mais "brilhante" para mim!
O que nunca falta aqui...
Como o título já diz...recadinhos!!!
Muito, muito obrigada à pessoas que comentaram a mensagem anterior, comentários muito amáveis de todos!
Gisele, você é incrível mesmo, não amiga?! e sim!! O Guiuliano faz falta nas nossas vidas, ele nos anima como ninguém ,não!? Nossa, ele sempre foi um quase-irmão pra mim e não quero tê-lo distante, do mesmo jeito que não quero ter você distante Gí, por isso fico muito feliz qndo me escreve ou me telefona! Horas e horas no tel. e conta alta compensam por vc! =)
Versos
Já que o Augusto dos Anjos agradou a muitos no post passado, aqui vai o melhor dos melhores, Alvares de Azevedo e o poema que ainda me lembro ter analisado numa aula de literatura do 1º colegial e que só não é meu preferido porque é ultrapassado por um soneto que para mim tem todo um significado especial, mas isso não vem ao caso, esse (em termos de literatura) é o melhor e está no Lira dos Vinte Anos:
Lembrança de Morrer
Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nenhuma lágrima
Em pálpebra demente.
E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro,
... Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
Como o desterro de minhalma errante,
Onde fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade... é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.
Só levo uma saudade... é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas...
De ti, ó minha mãe, pobre coitada,
Que por minha tristeza te definhas!
De meu pai... de meus únicos amigos,
Pouco - bem poucos... e que não zombavam
Quando, em noites de febre endoudecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam.
Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda,
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!
Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta deste flores...
Se viveu, foi por ti! e de esperança
De na vida gozar de teus amores.
Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo...
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!
Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
Foi poeta - sonhou - e amou na vida.
Sombras do vale, noites da montanha
Que minha alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!
Mas quando preludia ave daurora
E quando à meia-noite o céu repousa,
Arvoredos do bosque, abri os ramos...
Deixai a lua pratear-me a lousa!

enviada por Miss Death
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